BURACO DAS ARARAS

BURACO DAS ARARAS

BURACO DAS ARARAS – Trilha ao redor de uma dolina (depressão formada por desabamento) com 120 metros de profundidade e 500 metros de diâmetro, que possibilita uma visão panorâmica de seu interior, onde as araras-vermelhas e outras aves retornam sempre ao final do dia. O passeio é uma boa opção, antes ou depois para quem faz o passeio Rio da Prata ou quando estiver chegando ou saindo de Bonito. BURACO DAS ARARAS Passeio contemplativo, com duração aproximada de 01 hora. Caminhada leve por aproximadamente 970 metros, ao redor de uma dolina (formação geológica), com duas paradas para observação e contemplação em dois mirantes. Os grupos são de no máximo 10 pessoas, sempre acompanhados por um guia de turismo ou monitor ambiental local. Formação geológica resultante do desmoronamento de blocos rochosos criando esta enorme cavidade: são 500 metros de circunferência e 100 metros de profundidade. No fundo do buraco, uma lagoa de água esverdeada, rodeada por mata exuberante, abriga jacarés cuja sobrevivência permanece um mistério. Além deles e das araras, mamíferos como tatu, o tamanduá, o quati, o lobinho e outras 130 espécies de aves, incluindo curicacas e tucanos, escolheram o lugar para viver.
Venha você também conhecer a RPPN Buraco das Araras e viver todas as sensações que a natureza pode oferecer! A história do Buraco das Araras se perde na memória e na cultura regional. Embora já fosse conhecido há muito tempo pelos antigos habitantes da região, o primeiro registro oficial de sua existência aconteceu apenas em 1912, pelo peão Antonio Amaro de Oliveira. Ele e mais alguns companheiros de campo faziam seu trabalho rotineiro de manejo de gado na Fazenda Costa Rica, que naquele tempo ficava no distrito de Bela Vista, no antigo Estado do Mato Grosso (hoje essa região pertence ao município de Jardim, em Mato Grosso do Sul). Os homens perceberam que muitas araras voavam próximas a um grande capão de mata, e resolveram ver o que tinha lá no meio. Foi quando, ao invés de mato fechado, encontraram um imenso buracão escondido na vegetação. Devido à presença das araras, esse lugar passou a ser chamado de “Buraco das Araras”, e assim é conhecido até hoje. Dá pra imaginar como o antigo dono da Fazenda Costa Rica não gostou nada da novidade, com medo de que gado e cavalos pudessem cair no buraco. A solução foi deixá-lo de fora das fazendas, criando parte de um corredor de circulação (antiga estrada) entre as propriedades. Nesse tempo, algumas pessoas visitavam o lugar, curiosas com seu tamanho e com as araras voando ali dentro. Mas logo um uso mais nefasto foi dado ao local. Algumas pessoas se deram conta de que a imensa dolina era um ótimo lugar para se eliminar desafetos, jogando seus inimigos lá dentro para que morressem e nunca fossem encontrados, tornando o Buraco das Araras um verdadeiro “cemitério ao ar livre”. Conta-se que muitos ladrões de gado, amantes descobertos e gente que sabia demais sobre algum segredo eram levadas para lá a mando de fazendeiros, capatazes, políticos e também bandoleiros, sendo o mais famoso Silvino Jacques. Suas histórias são muito conhecidas na região, entre elas o método de mandar os condenados correrem para escapar dos tiros sem saber que estavam correndo para o abismo fatal. Felizmente isso tudo é parte do passado. Ficaram apenas diversas lendas contadas até hoje sobre fantasmas ou pessoas que conseguiram sobreviver agarrando-se nas árvores e retornando para se vingar de seus algozes. Estes causos começaram a ficar conhecidos, atraindo cada vez mais gente interessada em conhecer o famoso Buraco das Araras. Porém, muitas delas não tinham qualquer consciência ambiental, e como se podia chegar ao local livremente, o Buraco das Araras foi por muitos anos alvo de depredação, como tiros nas rochas e nas araras, badernas e abandono de muito lixo, incluindo carcaças de carros roubados. Como resultado dessas práticas negativas e também do desmatamento acentuado da região, as araras antes abundantes, foram aos poucos desaparecendo, até não restar mais nenhuma e o nome Buraco das Araras ser apenas uma lembrança passada.